Será que você é mais um que já se fez alguma dessas perguntas várias vezes? Trabalhando aqui no nosso estúdio suas perguntas não só serão respondidas como também trabalhadas na sua voz!

 

1) Você, por acaso, já tentou cantar uma música e notou que ela era muito aguda ou muito grave para você?

Eu garanto que com as aulas, você pode aumentar bastante a sua extensão vocal. É claro que todos têm limites mas, em geral, as pessoas podem ter uma extensão vocal bem maior do que elas pensam ter.

 

2) Você já tentou cantar uma música e, mesmo conseguindo alcançar as notas da melodia…

Sentiu muita tensão e desconforto?

Fica rouco frequentemente?

“Perde” a voz após cantar por algum tempo?

Sente dor ao cantar?

Sua voz cada dia está de um jeito?

Com as nossas aulas, você vai aprender a liberar todos os esforços musculares desnecessários através do controle da laringe, do uso correto de todos os registros da voz – fry, voz de peito, voz de cabeça, voz mista e falsete – e de exercícios que enganam o nosso corpo, condicionando-o. Assim, anulamos alguns reflexos naturais que a maioria de nós tem, causadores de tensão e desconforto, que por sua vez levam à rouquidão, a “perder” a voz e à dor ao cantar.

Nosso corpo – nosso instrumento – cada dia está de um jeito e, portanto, nossa voz também. Depende muito de como e quanto dormimos, da nossa alimentação, do tempo, de termos praticado exercícios físicos etc. Mas estudando frequentemente certamente os seus dias de “voz boa” aumentarão.

 

3) Você tem problemas frequentes de afinação em determinados trechos de músicas?

A resposta clássica para isso é: vá estudar Percepção Musical.

Mas muitas vezes aquele problema de afinação que tanto nos incomoda não é causado pela falta de estudo musical, e sim por dificuldades técnicas – não quero aqui desconsiderar a importância da Percepção, hein?! 🙂

Num trecho muito agudo, por exemplo, você pode não alcançar as notas necessárias por usar uma postura vocal pouco adequada. E, muitas vezes, quando focamos em outro aspecto da voz (por exemplo, na ressonância) em vez de focarmos na afinação, nosso corpo responde bem melhor e acabamos conseguindo cantar afinado aquele trecho.

 

4) Você não gosta da sua voz?

Você a considera muito nasalizada? Ou muito estridente? Ou não tem o brilho que você ouve nos cantores que você gosta? Ou não tem controle nenhum sobre como ela soa?

Tudo isso diz respeito ao timbre da voz.

Timbre é a “cor” da sua voz, todas as suas características, todos os adjetivos que pudermos dar a ela. E o timbre também é trabalhado nas nossas aulas!

Nossas pregas vocais funcionam mais ou menos como uma guitarra: sem ligar no amplificador, o som é quase inexistente. O nosso “amplificador” são as cavidades de ressonância do corpo (peito, boca, nariz, cabeça etc.). Assim como um guitarrista timbra sua guitarra/amplificador para determinado repertório que ele vai tocar, nós, como cantores, também devemos achar a melhor postura vocal para um determinado estilo ou música.

Você aprenderá também a desenvolver a seguinte relação: quando estou cantando “isso”, as pessoas ouvirão “aquilo”. Dessa maneira, evitamos surpresas ao cantar no microfone. Para isso também a gravação das aulas (oferecida gratuitamente) e as apresentações são importantes.

 

5) “Rapha, já ouvi falar que os únicos cantores que têm técnica são os líricos. Tenho que fazer aula de canto lírico e cantar árias de ópera para aprender a cantar bem? Como você trabalha com repertório e as diferenças de estilo?”

Não tenho nada contra canto lírico – até estudei durante um tempo e trabalho atualmente com cantores desse estilo, mas a primeira afirmação dessa pergunta é uma grande mentira!

Para entender isso, é fundamental diferenciar técnica e estilo.

Técnica diz mais respeito aos aspectos vocais propriamente ditos (não alcançar as notas, tensão, desconforto etc.), e estilo diz mais respeito aos aspectos musicais (fraseado, interpretação, melismas etc.).

O timbre está com um pé lá e outro aqui: nos extremos, é uma questão técnica; nos detalhes, uma questão de estilo.

É verdade que há poucos instrutores vocais (principalmente no Brasil) que trabalham técnica aliada ao repertório de música popular, mas os grandes coaches (instrutores) do mundo fazem isso. E os grandes cantores mundiais, por sua vez, só estudam com esses grandes coaches. Alguns cantores famosos em turnê chegam até mesmo a pagar uma passagem de ida e volta para seu instrutor em vez de fazer aula com qualquer um na estrada. 

Costumo trabalhar técnica na primeira parte da aula e na primeira aproximação com uma música; e estilo, na parte final da aula, quando já vencemos algumas questões básicas relacionadas àquela determinada música. E o mais importante: vamos trabalhar em cima do que você gosta. É claro, depois de um tempo que nos conhecermos, vou fazendo cada vez mais sugestões em cima do(s) estilo(s) que você gosta, tomando como pontos de partida a sua voz e o seu momento de desenvolvimento técnico.

 

6) “Rapha, gosto muito do meu estilo e da minha atitude quando canto, meu problema é apenas técnico.

Você vai mexer no meu jeito de cantar? Também tenho medo de estudar muita técnica e ficar “engessado” no palco, perder a emoção ou virar um cantor muito mecânico.

É claro que não!

Como eu disse acima, separamos muito bem técnica e estilo. Se você está satisfeito com seu estilo, vamos trabalhar apenas em cima das dificuldades técnicas que você encontra.

Como diz meu grande mestre Brett Manning: “A boa técnica facilita o estilo”. Em vez de trabalhar tradicionalmente sobre os termos certo e errado, prezaremos, em nossas aulas, pelo equilíbrio na parte técnica. Exploraremos as várias possibilidades da voz e você será informado das consequências de todas as posturas vocais que tem ou pretende ter.

Eu sempre falo isso: se você achar que certa música do seu show pede um grito, então grite, mas da maneira que vá prejudicar você o menos possivel e, sobre tudo, procure não fazer isso por períodos prolongados de tempo. Todos já gritaram alguma vez na vida num momento de raiva e não é por isso que em seguida fômos direto para hospital para realizar uma cirurgia nas pregas vocais. 

 

7) Liguei na escola X e eles me disseram que o curso dura 2 anos e que eu vou aprender tudo o que preciso nesse período. Eles até me apresentaram todo o conteúdo, as apostilas e cd’s que eles mesmos criaram. Quanto tempo dura o seu curso, qual o conteúdo e qual seu material didático?

Em primeiro lugar, se a escola X falou que você vai aprender a cantar em 2 anos sem ouvir você e sem conhecer seus objetivos, ela está enganando você!

Canto é muito diferente de um instrumento. Dois iniciantes em canto, nunca têm as mesmas dificuldades nem o mesmo “nível”, simplesmente porque já usamos muito nossa voz (seja falando, gritando ou até tentando cantar). Por isso, nós aqui no estúdio trabalhamos com AULAS PARTICULARES, que são muito mais eficientes que aulas em escolas. Na sua primeira aula, irei conhecer seus objetivos e farei um teste com a sua voz. Com essas informações, traçaremos o conteúdo e também quanto tempo ficaremos em cada etapa. Não é por isso que prezamos a desorganização: mantemos um controle através das nossas planilhas de aula e das gravações do que estamos trabalhando na sua voz e do que ainda precisamos trabalhar. Isso, é claro, pode ser alterado caso você tenha um compromisso mais urgente, como por exemplo, um show, uma gravação ou simplesmente porque irá cantar no churrasco com seus amigos no próximo fim de semana.

O repertório é sempre de livre escolha do aluno!

Imagine o seguinte: você decidiu fazer exercícios físicos. Bom, certo? Serei o seu personal trainer! Em cima do seu corpo, dos seus objetivos, das suas dificuldades e das suas facilidades, treinarei você! Isso é muito mais eficiente do que você entrar na academia, pagar a mensalidade e simplesmente pedir para os treinadores irem preparando seus treinos aleatoriamente, sem muito acompanhamento e orientação.

Não se deixe enganar por apostilas ou materiais de aula que as escolas produzem, por mais coloridos que eles sejam! rs Eles são muito reduzidos, normalmente não são eficientes e ficam tentando “inventar a roda”, ou seja, propor soluções mirabolantes para os problemas. Hoje em dia já temos exames fisiológicos, um time de fonoaudiólogos, otorrinos e de professores de canto pelo mundo inteiro que tem livros seríssimos sobre todos os aspectos da voz. Se você se interessar por isso, prefiro passar uma bibliografia para você ler, em vez de fazer uma apostila.

Apesar disso, em geral, nossas aulas são voltadas para a parte prática do canto!  Você sai de todas as aulas com arquivos em MP3 de tudo o que é necessário praticar em casa.